quinta-feira, 3 de junho de 2010

Ferreira Gullar é o segundo poeta brasileiro a receber o Prêmio Camões

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Antes dele, em 1990, só João Cabral de Mello Neto recebeu o prêmio mais importante para a literatura de língua portuguesa. Outros nomes que já receberam o prêmio incluem José Saramago, Raquel de Queiroz, Jorge Amado, Antonio Candido, Lygia Fagundes Telles, o português António Lobo Antunes, o moçambino José Craveirinha e o angolano Luandino Vieira. Em 2009 o prêmio foi atribuído ao cabo-verdiano Armênio Vieira.

Ferreira Gullar-nome artístico de José Ribamar Ferreira (poeta maranhense) é honrado com o prêmio e vai receber 100 mil euros. O prêmio é em conjunto com Portugal e Brasil. Uma das juradas brasileiras Edla Van Steen faz referência de que "Ele tem um estilo moderno, muito ágil, é um poeta de um grande vigor, com originalidade", falando à BBC do Brasil. Para a ministra da cultura portuguesa, Gabriela Canavilhas, o prêmio vai ajudar a tornar o poeta mais conhecido em Portugal.

domingo, 30 de maio de 2010

No dia 01 de junho Cristina Macedo estará apresentando a 17ª Edição- Sarau Literário Zona Sul


Anos-luz de solidão
                           Amauri Baldine

Os pequenos lumes que daqui vejo
São grandes luzeiros na amplidão escura.
Inertes, rebrilham açoitando as trevas;
Fulguram singelas centelhas de ternura.

Os cintilantes lumes que daqui vejo
Impõem seu brilho na imensa escuridão.
Despontam imponentes; hostes no firmamento,
Mesmo havendo entre eles anos-luz de solidão.

Os distantes lumes que daqui vejo
Compõem poemas de suave reflexão.
Segredam em silêncio a quem sabe lê-los,
Que há fagulhas no recôndito do coração.

Os lumes que daqui vejo,
A anos-luz de solidão.
LEI OBRIGA ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS A TEREM BIBLIOTECA

 O Diário Oficial da União publicou em 25 de maio (terça-feira) a lei  que obriga todas as instituições públicas e privadas de ensino do país a terem uma biblioteca.

A Lei 1.244/2010 determina que toda a escola tenha um acervo de livros nas bibliotecas de pelo menos um título por aluno matriculado. Cabe à instituição adaptar o acervo conforme as necessidades, promovendo a divulgação, preservação e o funcionamento das bibliotecas escolares.

As escolas terão até dez anos para instalar os espaços destinados aos livros, material videográfico, documentos para consulta, pesquisa e leitura.

Fonte: Agência Brasil

sábado, 29 de maio de 2010


"Há em você alguma coisa de mim. Alguma coisa que eu vejo e me acalma. Como se eu pudesse deitar de novo no lugar de onde vim, pois só você sabe que lugar é esse. Então você me entende... E eu não me entendo tanto quanto entendo de ti. Talvez isso seja amor. Talvez não. Seja lá o que for é incondicional."
                                                   Fernanda Yong

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sarau D' Aldeia promovido pela Fundarc

  participação no Sarau


Num ambiente gostoso e intimista, o Sarau D' Aldeia mostrou a sua cara na Biblioteca Pública Monteiro Lobato, com a marca registrada do já consagrado e tradicional  Sarau da Fundação Municipal de Arte e Cultura de Gravataí, através da coordenação de minha ex-colega Emilena Denicol, mas amiga de sempre, desenvolveu-se o clima literário com o tema Brasil - país do futebol? Por ser temático, os participantes leram e declamaram textos de autores como o Luis Fernando Veríssimo e outros, assim como seus textos próprios, dos  poetas locais e convidados.
Ao ver as velas derretendo nas garrafas não pude deixar de me reportar à noite de uma terça-feira em que eu e a Emilena nos dirigimos à Porto e assistimos o Sarau Elétrico,  com o apoio e incentivo da Profª Rosinha, criamos o Sarau no Museu, na época com a intenção de direcionar o olhar para o Museu da cidade, que estava em sede provisória e precisava ser reformado.
Hoje ele está reformado, o Museu ainda continua pequeno, mas o Sarau precisou de mais espaço e tornou-se o Sarau D'Aldeia.
Poucos são os que se envolvem com a intimidade da literatura e param as suas funções rotineiras, talvez esqueçam que a cultura alimenta a alma. Enfim, o Sarau D'Aldeia estava chiquetérrimo, com as velas e as suas matizadas nuances, ao som da apresentação musical com Drica Carvalho Trio e seu selecionado repertório. Muito bom mesmo. Parabéns ao pessoal da Fundarc pela organização e a preocupação de manter acesa a chama literária em Gravataí.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Adélia Prado

Adélia Prado











Com licença poética










Quando nasci um anjo esbelto,


desses que tocam trombeta, anunciou:


vai carregar bandeira.


Cargo muito pesado pra mulher,


esta espécie ainda envergonhada.


Aceito os subterfúgios que me cabem,


sem precisar mentir.


Não sou feia que não possa casar,


acho o Rio de Janeiro uma beleza e


ora sim, ora não, creio em parto sem dor.


Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.


Inauguro linhagens, fundo reinos


— dor não é amargura.


Minha tristeza não tem pedigree,


já a minha vontade de alegria,


sua raiz vai ao meu mil avô.


Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.


Mulher é desdobrável. Eu sou.




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